Concurso Literário Fim do Caminho: COMUNICAÇÃO DOS RESULTADOS

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O Festival Fim do Caminho é um evento de promoção de cultura, especialmente filmes nacionais e internacionais que versam sobre temáticas educativas. Teve o seu início em 2014 e é realizado no mês de Agosto de cada ano

Para além das projecções de filmes, o festival envolve um fórum literário com jovens escritores e estudantes de diversos níveis de ensino e uma mesa redonda que discute cinema e literatura.

Neste ano, ao festival foi acrescido um concurso de contos que se propões a contar histórias cuja moral seja o combate ao crime e que tinha como objectivos: Criar/consolidar hábitos de leitura e escrita na juventude moçambicana; estimular o espírito da iniciativa livre na juventude, incentivar a escrita criativa em volta de temas sobre crime ligadas ao contexto moçambicano.

O tema foi uma homenagem a Henning Mankell, o escritor de contos criminais sueco que morreu em 2015. Mankell viveu em Maputo por muitos anos e foi diretor do Teatro Avenida. Ele é mais conhecido por sua série Wallander, embora alguns de seus outros livros também foram criados em Moçambique.

O júri do Concurso Literário Fim do Caminho 2016, composto pelo escritor e jornalista Eduardo Quive e pelo poeta Mbate Pedro, leu os sessenta contos submetidos ao concurso, oriundos de todas as províncias do país e depois de realizar a avaliação entre os dias 15 de Maio e 15 de Junho de 2016, concluiu que o texto vencedor é intitulado: Quando o piano de Bernardo Mavique soprou um la de luto, da autoria de Sérgio Raimundo.

O texto que obedeceu rigorosamente a temática do concurso – O CRIME EM MOÇAMBIQUE – leva-nos a um assassinato que ocorre em espaço inesperado, o palco do Teatro Avenida, em Maputo, em plena actuação do célebre pianista Bernardo Mavique, por sinal a principal personagem. Esta ficção se parece com uma realidade que jamais se registou. A leitura do texto sugere um domínio da escrita por parte do autor, o conhecimento dos recursos do texto narrativo, o conhecimento claro dos caminhos que pretende levar o leitor ao construir as paisagens e todo o enredo em torno do crime que só se vem a confirmar no fim da história, com o assassinato do pianista que cujo percurso só presa que tem apenas admiradores.

A metáfora predominante neste texto acompanha uma viagem sobre uma cena de crime bem construída, desde os cenários, as personagens, a articulação da língua, a escolha cuidadosa do vocabulário, levando o rigor que se exige de um texto que se pretende vencedor e digno de realce na colocação de expoentes da literatura moçambicana e universal. É um vencedor legítimo e que, de certo, a escrever assim, o autor coloca-se no caminho certo na literatura.

O júri também classificou os textos intitulados: “Os movimentos insondáveis de uma madrugada” da autoria de Ilídio Roque José e “Direitos Humanos”, de Leonardo Jossai Unguana, como o segundo e terceiro classificado respectivamente.

Os vencedores receberão os seguintes prémios:

Primeiro Prémio: 12.000 mt (Doze mil meticais), seis romances africanos clássicos, publicação na próxima antologia crime a ser editada em inícios de 2017 pelo Fim do Caminho.

Segundo Prémio: 7.000 mt (Sete mil meticais), três romances africanos clássicos, publicação na próxima antologia crime a ser editada em inícios de 2017 pelo Fim do Caminho.

Terceiro Prémio: 4000 mt (Quatro mil meticais), dos romances africanos clássicos, publicação na próxima antologia crime a ser editada em inícios de 2017 pelo Fim do Caminho.

Entretanto, também foram classificados outros textos, cujos vencedores receberão uma distinção de 1.000 mt (Mil meticais) e os textos, depois de reescritos farão parte da Antologia de contos criminais moçambicanos a ser publicado em 2017 pelo Fim do Caminho.

Os nomeados são: Danito Avelino, Japone Arijuane, Oscar Manuel Fanheiro, José Carquete, Isaac Zavala, Silverio Uaquessa, Rui Catoma e Hélder Mangumo.

O vencedor fará uma viagem para participar no Fórum Literário a realizar-se durante o Festival Fim do Caminho, 2016 nas cidades de Nampula e Ilha de Moçambique e no distrito de Mossuril, onde, juntamente com Rui Catoma, residente em Nampula e também nomeado, irão receber os seus prémios e terão direito a palavra para passarem o seu testemunho a aqueles que se pretendem introduzir no mundo da escrita. Aos outros nomeados serão enviados os prémios e serão comunicados o local e a hora em que irão receber.

O fórum será realizado na Universidade Pedagógica de Nampula – Anfiteatro I na sexta-feira, dia 12 de Agosto de 2016 entre as 14 e as 17h00 com a participação de escritores, académicos e estudantes que irão discutir sobre a ligação entre “a escola, o livro e a leitura – experiencias e reflexões” no primeiro painel e “literatura e indústrias culturais: inicio de um caminho rumo a um mercado literário aberto”, no segundo painel.

Neste ano, o festival Fim do Caminho será realizado de 12 a 22 de Agosto com projecções de filme, workshops, fórum literário, noite de letras, oficina de literatura e cursos com jovens das Escolas secundárias da Ilha de Moçambique e Mossuril e da Universidade Pedagógica – Delegação de Nampula.

Mossuril, 14 de Julho de 2016

O Concurso Literário Fim do Caminho foi patrocinado pela Miles Morland Foundation.

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